Pedal leve – até que enfim!

Agosto 30, 2007

Depois de várias semanas de carnificina, consegui fazer na noite de ontem um pedal “um pouco” mais leve.

Claro, houveram os tradicionais ataques nos dois morros mais fortes, o da ida, longo e mais íngreme chegamos em dois. O da volta, chegando na N. Sra. da Saúde eu ataquei logo depois do restaurante Nona Giulia, para buscar dois escapados e passei fácil.

É aquela velha história: treino sempre dá resultado. Tenho pedalado 3 vezes por semana: na segunda, vou sozinho. 50% estrada de chão e 50% de asfalto. Na quarta é o pedal com essa turma. No sábado (ou domingo, dependendo da chuva) é um pedal bem mais longo.

Ontem por exemplo, eu imaginei que tivesse sido mais leve, pelo menos foi a sensação que eu tive. Mas, ao comparar meus tempos, constatei que a média horária foi 0,3Km/h mais alta e a média de meus batimentos cardíacos ficou em 150, contra os 146 habituais. Então, foi mais forte mesmo.

Porém, o mais interessante de ontem foi o planejamento para um “pedal felomenal” para o próximo dia 7: sair de Caxias, seguir para Bento Gonçalves, descermos a serra do Rio das Antas acompanhando a ferrovia (abandonada), passando por 6 túneis ferroviários, chegando na estação Jaboticaba (ativa), seguindo pela estrada que a acompanha até a localidade de Alcântara, subindo para Bento Gonçalves (6Km com inclinação absurda, em alguns pontos deve ser superior a 15%) e retornando para Caxias.

Distância estimada: 170Km (vai ser um desafio e tanto). Eu já fiz em algumas ocasiões distâncias próximas a essa, e sei que não é fácil: devem ser poucas paradas, o ritmo deve ser bom, mas não muito forte, a alimentação é essencial. Vamos ver, se o tempo colaborar, estaremos lá.

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(nessas mal traçadas linhas dá pra ter uma idéia do roteiro)


Objeto de desejo

Agosto 30, 2007

Descobri esse “brinquedinho” agora há pouco e se tornou (mais) um dos meus sonhos de consumo. Polar CS 600 (visitem o link, vale a pena, pela animação em Flash e pelas informações). Acabou de deixar o meu Polar S150 no chinelo.

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Funções básicas:

- sensor de potência
- tela de 3 linhas configurável
- 5 zonas de treinamento programáveis
- limites “ciclistas”: máximas e mínimas de potência e cadência.
- consumo de calorias
- “cycling economy”, uma previsão de calorias a serem gastas, para uma previsão da alimentação necessária
- “cycling efficiency” que faz referência ao consumo energético X potência gerada
- inclinômetro: indica em tempo real o % da subida ou descida
- subidas e descidas: indica, em metros, o acumulado de subidas e descidas na corrida ou treino
- Polar Protrainer 5: o software é fornecido para análise dos dados
- comunicação com o PC para recuperação dos dados

E mais, muito mais.

Só não gostei de duas coisas: o preço de 380 euros e ele não tem no Brasil (encontrei na Espanha nesse site).


Traição

Agosto 28, 2007

Hoje quase cometi um ato de traição. Faltou pouco, muito pouco.

Essa menina aqui de baixo foi o pivô da minha tentação.

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Scott Speedster S40: quadro de alumínio, garfo de carbono, canote de carbono, câmbios e trocadores Tiagra, pedivela Truvativ. Precisa só trocar as rodas, colocar uns pedais Look, comprar umas sapatilhas de speed.

Minha Scale que me perdoe, mas ainda não sei se não vamos nos separar.


Carneação, again

Agosto 23, 2007

Noite de quarta, outro giro curto só para tentar manter a freqüência de 3 saídas semanais (quando o tempo colabora).

O passeio tem sempre o mesmo caminho: saímos de um posto de gasolina e seguimos por uns 18Km no asfalto e retornamos.

Na saída, não estava me sentindo lá muito disposto. Tentei aplicar os meus conhecimentos ciclísticos e a lição recém-aprendida e dei uma de Bernard Hinault: amanhã teremos um pedal duro, ninguém ataca hoje, vamos na boa. Em princípio todos concordaram, mas eis que chega um de última hora que não sabia da combinação.

Resultado: carneação já a partir da ponte, nem esperaram sair do mato. Subida a milhão, um controlando o outro, tentativas de fuga. Mas eu tava melhorzinho que na semana passada, levei o Grande Prêmio da Montanha e a meta volante da chiesa de Santa Justina.

No retorno, um grupinho saiu na frente, coisa de uns 2 minutos. Saímos, em 3, na perseguição.

Consegui pegar o último deles faltando uns 800 metros para terminar o último morro. Mais um Grande Prêmio da Montanha e a vitória da etapa.

Claro, tudo isso é fantasia, é só a brincadeira, não vale nada, mas os que andam na frente, nunca querem chegar em segundo :D

Ah, e ontem estreei o meu mais novo capacete. Olha só que coisa linda:

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É um Bell Sweep R. Não tem viseira, mas ultimamente eu já vinha usando o meu antigo Giro sem a viseira mesmo. E o vendedor mais um amigo ainda fizeram a minha cabeça, que viseira é out. E como fazia muito tempo que eu namorava um desses, acabei embarcando na conversa. Um sonho a mais realizado, e agora só falta a Scale Limited.


Dor no joelho do ciclista

Agosto 18, 2007

Esse é um tema que aborrece muita gente, inclusive amigos meus.

Por sorte (toc, toc, toc) eu não sofro disso, mas é sempre bom ficar atento.

O texto original pode ser encontrado aqui: http://www.universia.com.br/falai/tema.jsp?id=24

Dor no joelho do ciclista

Por Mateus Saito e André Pedrinelli

 

A presença da dor nos membros inferiores é uma queixa comum entre os ciclistas. Tal sintoma pode ser decorrente de vários tipos de lesões e levam a queda do rendimento e até do prazer em pedalar. As principais causas deste tipo de lesão são a inadequação das dimensões da bicicleta ao corpo do atleta, as variações anatômicas de quem pedala, a intensidade e duração dos treinos e a forma do treinamento.

 

O diagnóstico das lesões deve ser sempre feito por um médico, já que existe uma infinidade de doenças com sintomas semelhantes, algumas das quais, graves, e cujo tratamento pode ser completamente diferente. É importante, no entanto, informar ao atleta a sua condição para que melhor compreenda a lesão e os objetivos da terapia a ser empregada.

 

A condromalácia da patela (antiga rótula) é uma lesão da cartilagem articular deste osso devido ao excesso das forças de cisalhamento (“atrito”) entre a patela e a porção distal do fêmur durante ou após esforços repetitivos de flexão do joelho. O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. O cisalhamento se dá devido à ação do músculo anterior da coxa (o quadríceps) que força a patela contra o fêmur para poder estender a perna no momento da pedalada. Tal compressão é maior no início da extensão. A presença de um mau alongamento da musculatura isquiotibial (posterior da coxa) é um agravente do quadro.

 

O tratamento se dá com medicamentos anti-inflamatórios, meios físicos e cinesioterapia e a evolução costuma ser favorável. Alguns aspectos particulares do ciclismo devem ser observados, de modo a acelerar o tratamento e prevenir novas lesões.

 

Na bicicleta, o problema mais comum é o selim muito baixo ou muito anteriorizado. Nesses casos, o ideal é deixar o selim em tal posição que o joelho, na parte mais baixa da pedalada, fique com 5 a 10º de flexão (considere 0º com o joelho esticado).

 

Algumas pessoas têm predisposição a apresentar este tipo de lesão devido ao que se chama de desalinhamento da patela, ou seja, ao invés da patela percorrer o “trilho” formado pelos côndilos do fêmur na flexão e extensão, ela tende a deslocar-se para os lados (geralmente para lateral), aumentando o atrito entre os dois ossos. As mulheres costumam ser mais susceptíveis a tal lesão pois, em geral, possuem o quadril mais largo. Como é de lá que partem os músculos que atuam sobre o joelho, há maior tendência ao deslocamento lateral. O diagnóstico do desalinhamento só pode ser feito por um ortopedista através do exame físico e radiológico.

Há exercícios específicos que atenuam o desalinhamento. Um exemplo de exercício é o fortalecimento da parte medial (interna) do quadríceps, que pode ser obtida com o atleta em pé, com os pé bem separados e os joelhos levemente fletidos. Ficando nessa posição ou estendendo o joelho e retornando à mesma posição, há o fortalecimento da musculatura. Tal exercício pode ser feito segurando-se algum peso .

 

A condromalácia pode surgir tanto no início da temporada devido ao seu aumento rápido quanto no final, devido ao esforço acumulado. Aumentos abruptos da quantidade de exercícios são responsáveis pela grande parte das lesões esportivas. Em ambos os casos, orienta-se exercícios leves, a 90 rpm, em superfície plana até o desaparecimento dos sintomas. Quanto ao tipo de treinamento, não é incomum atletas realizarem treinos de agachamento com peso, subir escadas ou correr na subida. Tais exercícios forçam a patela contra o fêmur, piorando a lesão e aumentando a dor.

Deve-se fazer o fortalecimento do quadríceps sem que ocorra carga excessiva na patela, evitando ao máximo exercícios em que haja grande flexão do joelho, mantendo-o com, no máximo, 30 a 45º de flexão.Um bom exemplo de exercício é fixar a própria bicicleta num cavaleta com pequena carga e moderada velocidade. Nunca esquecer do alongamento. Devemos realizá-los antes e depois de cada sessão de treino, com a musculatura relaxada, mantendo a posição por 15 a 30 segundos, com 3 a 5 repetições de cada exercício. Os principais grupos musculares que devem ser alongados são: quadríceps, isquitibiais e gêmeos (panturrilha).

 

Como pudemos observar, nesse tipo de lesão, não há a necessidade de afastamento completo das pedaladas. Pequenas mudanças permitem que transformemos aquilo que é a causa da lesão, num instrumento terapêutico, mantendo o prazer em pedalar.

 

Clinics in Sports Medicine (13),187-189, 1994

 

André Pedrinelli é médico especialista em Ortopedia e Medicina Esportiva. É presidente da Sociedade Paulista de Medicina Desportiva e membro das equipes de Próteses e Órteses e de Medicina Esportiva, ambas do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.


Carnificina da quarta à noite

Agosto 16, 2007

Ontem foi mais uma noite de carnificina.

Aproveitando a (rara) noite de calor do inverno gaúcho, conseguimos reunir uma turma grande para um giro pelo asfalto. Ainda bem, eu já estava enjoando de sair pra pedalar sozinho nas noites frias :)

O Jeremias da Bike Center convidou os seus amigos para um giro já tradicional nas noites: saída da loja até Santa Justina e voltar. Um total aproximado de 35Km.

Não é dos percursos mais fáceis. Na ida temos um morro de 1,5Km bem íngreme (eu consigo subir a 11-12Km/h, não muito mais do que isso), e na volta uma subida longa de 3Km com inclinação variável. Na maior parte dela sobe-se a 14-15Km/h, alguns pequenos trechos a 20Km/h e no final a parte pior, cerca de 1Km a 10-11Km/h (eu medi com GPS certa vez, e, se não me engano, a inclinação média da subida é de 12%).

A média da faixa etária da turma de ontem era alta. Eu era um dos mais novos, e estou pra completar 39…. o Jeremias tem 50, um com 27 (e que deixei pra trás!) mas a maioria acima dos 40.

O ritmo deles é normal, leve. Apenas 4 mais descontrolados, dos quais, um era eu.

No plano o aquele revezamento entre os 4 para quebrar o vento. Na subida é cada um por si e contra todos. No final, média de 24Km/h de velocidade e de 160 batimentos cardíacos por minuto (com máxima de 184 bpm). Um ritmo forte, nada mal para quem ia “só dar uma girada”.

(sem fotos, no escuro não sai nada mesmo).


Era uma vez um Giro

Agosto 12, 2007

Esse fato ocorreu há uns 6 meses atrás, lá pelo mês de fevereiro deste ano. Eu acho sempre bom relembrar.

Eu havia retornado das férias na praia na semana anterior. Voltei na sexta (sim, na sexta) e no sábado resolvi dar uma voltinha. Antes de sair, tive que passar pela loja de bicicletas para dar uma regulada no câmbio dianteiro. Na hora vi um capacete Giro Animas, preto fosco. Não resisti, meu sonho de consumo sempre foi um desses. Já saí da loja usando.

Nesse dia o pedal foi normal, longo, de uns 100Km aproximadamente. Quase morri. Depois de 15 dias sem pedalar, com uma dieta rica em carne e cerveja, meu estado físico era catastrófico.

No final de semana seguinte, saí sozinho novamente, não encontrei ninguém da turma por aqui.

Resolvi fazer o caminho “Rampa Sul” que é um ponto de salto de praticantes de para-glider e asa delta.

Fui até o local, fiz uma pequena parada para umas fotos e segui caminho.

A rampa sul deve estar a aproximadamente 700 metros acima do nível do mar. Meu objetivo era a localidade de Vila Cristina, que deve estar a aproximadamente 100 metros. É um desnível e tanto.

Não sou um descedor kamikaze. Sempre opto pela segurança, não me importo de ficar para trás. E naquele dia não foi diferente.

Saindo da Rampa Sul, chega-se a São José. É uma descida constante, mas ainda não é a parte mais inclinada. São umas descidas bobinhas, nem precisa de freio.

Num aglomerado de casas, da minha direita vem um cachorrão. Grande, mas aparentava ser novinho, meio bobão. Não dei bola pra ele, estava mais rápido, a idéia era passar antes que ele conseguisse chegar em mim.

A casa estava num nível mais alto que a estrada. Pois o cachorro bobão não conseguiu parar a tempo e escorregou do barranco. Escorregou e ficou na frente da minha roda. Para não passar por cima dele e cair, fiz uma manobra de desvio, friamente calculada. Só que desviei demais, fui para a valeta. Nesse lado da estrada alguns galhos de capoeira, com pedras soltas. Perdi o controle da bicicleta.

Como era uma descida, estava numa velocidade razoável, creio que cerca de uns 40Km/h.

Não lembro direito, só sei que a frente da bicicleta virou pra esquerda, e eu saltei para a direita. Caí com a parte direita do corpo, primeiro o ombro, depois o quadril. Rolei uma ou duas vezes e quando estava parando, senti a pancada na cabeça.

Eu ando de bicicleta já faz alguns anos. Caí várias vezes. Nunca tinha batido a cabeça, mas dessa vez senti a pancada, na direita, acima da orelha.

Na hora eu pensei: “putamerda, risquei o capacete!”.

Do jeito que caí, levantei, furioso com o cachorro, ainda xinguei ele.

E tirei o capacete pra ver o risco que tinha feito. Risco, sim. As fotos falam por si.

casco1.jpg casco2.jpg casco3.jpg

Observem o detalhe da rachadura na terceira foto. Além de ter quebrado toda a parte direita, a estrutura ficou toda comprometida com rachaduras em quase todo o capacete.

Repassado o susto, subi na bicicleta e segui minha viagem. Algumas escoriações no joelho direito, cotovelo e o quadril todo esfolado.

Na segunda-feira só de raiva voltei a loja e comprei outro igual. Agora tenho a honra de possuir o capacete mais caro da cidade.

Por isso eu digo: usem capacete, usem capacete. Se não quiserem usar, não pedalem comigo, por favor.


Mais um dia frio

Agosto 6, 2007

Sábado o pedal foi mais curto do que de costume.

Giramos em torno de 60Km. Para mim, a média ficou em torno de 19Km/h. Apenas uma parada na localidade conhecida como “Vila Seca”.

O roteiro foi: Caxias/BR116/Bairro Castelo/Rota do Sol/Posto Shell/Fazenda Souza/Vila Seca/Rota do Sol/Caxias.

Eu senti muito frio, errei na quantidade de roupas e superestimei minha capacidade de suportá-lo.

Após uma parada para tomar a tradicional Coca-Cola, saímos rápido. Acho que eu saí rápido demais, ia sinalizando os buracos e obstáculos para os demais. Quando me dei por conta, estava sozinho. Depois fiquei sabendo que um dos companheiros cansou e o outro ficou para dar aquele apoio moral.

Eu até aguardei por uns bons 20 minutos ao topo da principal subida do dia, mas quando a chuva começou a cair, decidi ir para casa (estava congelando).