VISATE: uma empresa de motoristas irresponsáveis

Setembro 29, 2007

Conforme combinado.

Boa tarde Marcelo!

Agradecemos o envio de seu e-mail com informações pertinentes pelos serviços 

prestados pela VISATE à comunidade.Conforme sua reclamação a mesma já foi

encaminhada ao setor responsável.Qualquer dúvida entre em contato conosco

pelo telefone SAC 08000516133.

 
Sem mais atenciosamente;

 
Tele atendente Patrícia

SAC 08000516133


Pedal a Santa Lúcia

Setembro 29, 2007

Hoje madruguei. 6 e 30 já estava de pé fazendo um lanchinho e me vestindo para sair.

Tempo frio hoje cedo! Saí com 2 camisas e 1 quebra-vento, mais manguitos, e mesmo assim passei frio.

O roteiro era um velho conhecido (os novos são descobertos agora no verão… aguardem!): eu e meu irmão Marcos pegamos a BR116, descemos o morro do Eberle, entramos no atalho do Posto Shell até Fazenda Souza (distrito de Caxias, fonte dos horti-fruti-granjeiros).

Dali seguimos em direção a Vila Oliva. É uma estrada larga, geralmente bem movimentada (caminhões com verduras), mas hoje estava calma.

Eu estava meio preguiçoso. O Marcos também não parecia muito disposto a acelerar o ritmo, então fomos mais conversando do que pedalando até a Tabela (ponto próximo a Vila Oliva), onde paramos um pouco para comer uns biscoitos e espichar as pernas.

Na sequência fomos em direção a Santa Lúcia do Piaí (é Piaí, não Piauí). Esse trecho é bom pra subir a média, dá pra baixar a bota legal. Mas hoje era dia de preguiça, lembra?

Fizemos o zigue-zague antes de Santa Lúcia, subimos o morro do Camaldoli (Camandoli, Camandóle, seja lá o que for). Paramos na igrejinha pra comer um sanduíche e beber água com mais calma.

Em 15 minutos estávamos na estrada novamente. Numa das casas a surpresa desagradável: dois cachorros nos perseguiram por cerca de 100 metros, bem perto das pernas (cachorro fica surdo quando enxerga bicicleta?).

Depois é só descidão até a ponte amarela. Nesse ponto da estrada, pudemos ver alguns estragos provocados pela chuvarada da semana passada (no final de semana choveu 200mm na serra gaúcha!): barrancos caídos, estrada destruída e por aí vai.

Faltando cerca de 500 metros até a ponte, meu pneu traseiro estourou! Foi por pouco que não fui ver a vaca.

Na ponte descobrimos a fonte do problema: o ventil estourou. Isso foi uma ‘bocaberteada’ minha. Na última troca, o ventil ficou muito para baixo, foi forçando até que estourou. E lá se foi uma câmara novinha.

Subida da ponte amarela: são cerca de 6Km. Beeeeeem inclinada. E estava cheio de cascalho (largaram ontem, descobrimos depois). Estava uma m.e.r.d.a pra subir ali.

Fizemos a tradicional paradinha no bar do véio, uma Cueca-Cuela e a volta pra casa

NOVIDADE: vão asfaltar o trecho da ponte até o asfalto, são 840 metros a mais (ou a menos, depende do ponto de vista).

Não temos fotos. Pra variar ninguém levou a máquina (máquina é bom quando é caminho novo, não é?).

No total, 80Km a uma média de 20Km/h (mais ou menos isso).


VISATE: uma empresa de motoristas irresponsáveis

Setembro 28, 2007

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Cópia da mensagem enviada para a VISATE através do e-mail sac@visate.com.br às 9 horas e 03 minutos do dia 28 de setembro. Vejamos quanto tempo para ter uma resposta. 

Bom dia.

Gostaria primeiramente de me apresentar. Tenho 38 anos, não sou nenhuma criança. Meu hobby é o ciclismo: de estrada e mountain bike. As pessoas que praticam esse esporte, costumam, assim como eu, andar devidamente equipados: capacete, roupas refletivas, sinalizadores (intermitentes) traseiro e dianteiro.

Devidamente equipado, ontem saí da minha casa com destino a Ana Rech, por volta de 18 horas.

Ao trafegar pela BR116, nas proximidades do hotel Pousada Caxiense (pelo acostamento como orienta o Código Nacional de Trânsito), um coletivo seu, conduzido por um IRRESPONSÁVEL simplesmente fechou a minha frente, ignorando-me por completo, com o objetivo de desembarcar ou embarcar algum passageiro na parada que estava 10 metros à minha frente, quando o correto deveria ser uma redução de velocidade e parado atrás de mim.

Para não bater no coletivo e cair, tive que ir para um estacionamento que tem nas proximidades.

Evidentemente que gritei para o IRRESPONSÁVEL, pedindo sua atenção.

Quando este IMBECIL arrancou o coletivo, eu estava na sua frente, ainda no acostamento.

Pois bem, ele trafegou pelo acostamento (O QUE É PROIBIDO POR LEI!!) gritando alguma coisa de dentro do veículo.

Para completar a sua “obra” ele ainda deu uma guinada para a direita, ameaçando-me, como quem fosse jogar-me para a valeta. Rindo, com a certeza da sua impunidade.

E o detalhe: isso com o coletivo CHEIO de passageiros (e testemunhas).

É essa a qualidade que vocês desejam passar para os seus clientes? É esse o treinamento que vocês dão aos seus motoristas?

Eu gostaria muito que o condutor fosse conduzido a sua área de psicologia e para a reciclagem, se é que existe isso na sua empresa, visando avaliar se ele tem condições de ter nas suas mãos as vidas de 30, 40 pessoas. Se ele for considerado apto (o que eu acharia um absurdo – ele deveria conduzir no máximo um carrinho-de-mão), então que receba um treinamento de comportamento no trânsito e respeito para com os demais.

Além da vida de seus passageiros e das milhares de pessoas que cruzam pelo seu caminho todos os dias, ainda tem a imagem da sua empresa em jogo. Ontem foi uma bicicleta, amanhã o que será?

Em tempo: coletivo número 439, por volta de 18 horas e 30 minutos na BR116. Não consegui ler qual linha ele estava fazendo, mas imagino que na suas planilhas conste o nome do irresponsável que o dirigia.


VISATE: uma empresa de motoristas irresponsáveis

Setembro 28, 2007

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Repetindo: VISATE, uma empresa de motoristas irresponsáveis. E também estúpidos, idiotas, ignorantes, arrogantes. Ou pelo menos UM deles.

CUIDADO quando enxergar uma arma branca como essa da foto.

Ontem, depois de uma semana de chuvas, finalmente saiu o sol. No final da tarde, resolvi dar uma voltinha de bicicleta, pra dar uma clareada nas idéias.

Vinha eu pela BR116, um pouco antes do hotel Pousada Caxiense, pelo acostamento, bem à direita.

“Surgindo do nada” o ônibus coletivo urbano da empresa VISATE número 439 veio para a parada que estava cerca de 20 metros a minha frente. Ele simplesmente fechou a minha frente, obrigando-me a sair para um estacionamento que tem por ali.

Obviamente, minha primeira reação foi gritar com o sujeito idiota que conduzia essa carroça. Passei por ele, pedindo atenção.

Ele arrancou ficou trafegando pelo acostamento (QUE É PROIBIDO POR LEI!) gritanto alguma coisa de dentro do ônibus. Só não abriu a porta devido ao dispositivo de segurança que não permite isso. Para completar sua ameça, fez uma manobra brusca para a direita, uma “viradinha” rápida, como quem fosse me jogar pra valeta.

E detalhe: isso com o coletivo lotado, cheio de testemunhas.

Vou corrigir: o motorista é burro também.

Juro que é verdade: até consegui acompanhar esse assassino em potencial até uma subida de morro. Minha intenção era parar na frente dele e pedir pra ele arrancar. Queria ver se ele era tão machão assim. Estava a fim de armar um barraco, ia parar na polícia.

Hoje estou mandando um e-mail para a dita empresa (www.visate.com.br). Vou colocar uma cópia do e-mail aqui, e cópias de todas as mensagens que eventualmente eles trocarem comigo.

Eu sou cético. Acho que não vai dar em nada. Já tive problemas no passado com outro ônibus, e apenas recebi uma mensagem padrão da área de marketing explicando que eles treinam motoristas, blá, blá, blá. Reciclagem e suspensão que é bom, nada!

Torço para que o meu amigo Google um dia indexar essas páginas e algum futricador de dentro dessa empresa (com sorte até o dono) ver que seu tão amado nome está relacionado a um motorista imbecil como esse.

Manterei contato.


Pedal Aquático da Revolução Farroupilha

Setembro 20, 2007

Hoje é feriado estadual no Rio Grande do Sul. Comemora-se cento e tantos anos da Revolução Farroupilha (acho que deve ser a única comemoração que existe no mundo para uma guerra que foi perdida, mas vá lá…).

Bom, saímos para um pedal curtinho, coisa de 50-60Km, conhecido como a “Volta do Carino”: eu, o Marcos e o Andrius.

No início, ainda na BR uma ventania contra anunciava que alguma coisa estava errada. Tinha uma ameaça de sol, que não se concretizou.

Na saída de Ana Rech, o Marcos montou a filmadora no capacete (daqui a uns 10 anos ele manda o vídeo pra colocar no YouTube): prendeu não sei de quê maneira um tripé na parte de trás do capacete e nele a máquina fotográfica. Até que funciona, depois assistimos o vídeo, fica bem interessante.

Andamos meio direto, passamos a represa do Faxinal e fomos indo. Antes da descida do rio São Marcos, começou a pingar e eu me mandei na frente, não estava a fim de descer o precipício debaixo d’água. Cheguei até a igrejinha no asfalto (BR116) e esperei um pouco por eles. Foi feita outra filmagem. Essa ficou melhor do que a primeira.


(foto da igreja – ainda bem que ficou bem nítida)

Aqui acaba a festa e temos a subida do Carino (em homenagem a uma ponte que tem no rio São Marcos – mas até hoje não sei quem foi esse daí). São uns 3Km de nível fácil/médio. No topo eu esperei os dois (debaixo de um eucalipto, a chuva estava apertando).

  

Nos reunimos e fomos indo pelo sobe-e-desce. Aí minha corrente voltou a encher o saco, secou o óleo e ficava trancando (chain suck). Não dava pra usar a coroa do meio: só a pequena, girando que nem um louco, ou a grandona, fazendo força como um escravo.

Mesmo assim viemos num bom ritmo. E a chuva aumentou o ritmo também. Por excesso de confiança, eu não estava usando corta-vento nem capa. Resultado: molhei até o fim da coluna.

Vim sempre na frente puxando, escapando um pouco. Estava frio, precisava me aquecer de alguma maneira.

Em seguida a parte boa termina, entramos na BR116 e depois da PRF vai cada um pro seu lado. Cheguei em casa às 11 horas com 55Km de pedal.

Nada mau para uma quinta de manhã.

(e amanhã tem mais, é só secar as roupas).


A maior indiada de todos os tempos

Setembro 8, 2007

Sem dúvidas. A pior (ou melhor) indiada que eu já fiz. Já percorri distâncias maiores do que essa, mas foram emprovas tipo “Audax” ou em viagens.

O caminho é fantástico, pena que a parte interessante do roteiro acabe a 65Km de distância da minha casa. Depois disso é um morro de 8Km que levamos 45 minutos para subir (coroa pequena e 3a. ou 4a. marcha atrás – no final, 2a.), depois o asfalto até Bento, entrado pelo bairro S. Roque (um atalho, mas o pior que eu já vi), cruzar toda a cidade, descer até Barracão, pegar o Caminhos de Pedra pra sair em Farroupilha e voltar pela RS122. Meio sem graça, pra falar a verdade.

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A saída ocorreu pontualmente às 6:30 do Centro da Pronta Entrega. Seguimos pelo asfalto até Farroupilha, e entramos em direção a São Marquinhos. Dali seguimos para Pinto Bandeira, mas antes de chegar na cidade pegamos uma estradinha que leva ao rio Burati (nesse ponto, numa curva com meio metro de cascalho, eu segui reto e levei um capotão, sem consequências graves). Logo depois de Pinto Bandeira, furou meu pneu traseiro e fizemos uma troca estilo Ferrari para alcançar os demais.

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Num descidão alucinante (esse da foto de cima), bem num cotovelo eu só escuto um FFSSSSSSSSSSSSSSSS e a bicicleta ficou doida. Consegui parar e agora foi o pneu dianteiro. Mais uma troca e o morro acabou.

Contornamos o morro que aparece nessa foto e fomos acompanhando o Rio das Antas. Algumas subidas e descidas, e um subidão, onde percebi que não estava muito bem das pernas (consequência do treino forçado de quarta, provavelmente).

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Mais algumas descidinhas e subidinhas até chegarmos na ponte do arco, na estrada que leva de Bento Gonçalves a Veranópolis (foto).

Paramos cerca de 30 minutos para comer e beber muita água e Coca-Cola.

O próximo trecho, de 30 Km foi o mais bonito do percurso, semelhante a volta da balsa de Nova Roma. Em alguns trechos, mato fechado e muito barro. Em duas horas, mais ou menos chegamos em Alcântara (fim da parte boa).

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Nesse ponto 4 ciclistas optaram por voltar de carro (eu também gostaria, se houvesse lugar no carro).

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Os 6 abobados que ficaram tiveram que escalar o tal morrinho de 8Km. Nossa sorte é que estava nublado, com sol deve ser impossível de subir.

No final do morro eu estava pregado. Mortinho. Mas continuei até Bento, um pouco atrás do pessoal e junto com o “Cabeção” que também tinha cansado.

Na parada de Bento, o resto do pessoal seguiu viagem e nós dissemos que iriamos um pouco depois, o caminho era conhecido, não havia necessidade de esperar.

Os últimos 45Km foram na base do sacrifício. Subindo os morros mais mixurucas a 10Km/h e aproveitando qualquer descidinha. Mesmo assim, cheguei relativamente bem em casa.

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Banho, comida, Dorflex e cama.

Distância total: 162,80
Média horária: 19,7Km/h
Tempo total do exercício (contando as paradas): 11h13min08seg


Haja coração!

Setembro 6, 2007

Depois do test-drive com a speed ontem, hoje foi dia de carneação.

O roteiro foi o habitual. Além dos pedaladores de costume, estava presente o “Peixe” e mais um guri de uns 17-18 anos e 50Kg.

O Peixe pedala todo santo dia. Nos finais de semana, o treino dele é na faixa de 200 a 300Km (com mountain bike, pneu slick, só asfalto). O outro guri eu não conheço, mas sei que disputa umas provas de cross country no gaúcho.

Na descida fiquei pra trás. Ainda não tenho nada de segurança com a speed. Fico com receio de usar a parte de baixo do guidão, mas acho que é bobagem. Bom, mas isso somado à noite escura… resolvi fazer uma descida no modo de segurança.

Quando começou o plano e as subidinhas, deixei uns 4 pra trás e fui pescar o Peixe. Antes do Ranzolin eu peguei ele. Como cheguei, passei, dei um sprint e ele não conseguiu acompanhar.

No subidão (sem nome) eu sofri um pouco. Na primeira marcha variava a posição da pedalada, mas ainda não tenho uma posição preferida para as mãos. De qualquer modo, olhando à esquerda, dava pra ver lááááá longe a série de faróis enfileirados.

Cheguei em Santa Justina e esperei uns 5 minutos pelo Peixe. Mais uns 10 minutos e chegaram todos.

Cada um contou algumas mentiras, fizemos algumas combinações para o pedal animal de sexta-feira e saímos. Novamente o Peixe na frente. Busquei ele. O guri veio junto e aproveitaram o meu vácuo praticamente o tempo todo. Só deram uma mãozinha chegando na ponte.

Começou a subida e a carneação. O Peixe puxou forte no início e no primeiro descanso alcancei ele (a speed atrasa um pouco na parte íngreme, mas é só dar uma folguinha que ela vai). O guri vinha junto.

Antes da Nona Giulia, o Peixe se afogou, disse pra irmos. O guri vinha atrás, ora puxando. Deixei ele ir na frente e fui controlando.

No ponto que tem a saída da trilha, ele pingou. Fiz a última parte com o coração na boca. Já na parte final, percebi um farol: era o guri recuperado, o Peixe vinha na roda dele (jogo de equipe??).

Eles passaram e tentaram abrir, fui na roda. Passei o guri um pouco mas adiante, ele tava mortinho.

Quando o terreno ficou um pouco menos íngreme, escutei o Peixe trocando de marcha. Fiz o mesmo e…. sprintei!!!

Não tem comparação. Uma mountain bike não consegue fazer isso.

Hoje então ganhei o prêmio de montanha do morro sem nome, a meta de Santa Justina, a meta da ponte na volta e o prêmio de montanha da Saúde, além da geral. :D

Conclusão final da speed (que amanhã vou devolver, já pensando no que vou comprar): é uma bicicleta pra macho. Todo mundo diz que é bicicleta de viadinho, mas o cara tem que ter força nas pernas e pulmão bom pra girar bastante.

É mais difícil de andar rápido do que uma mountain bike. Exige muito mais força e preparo físico. Hoje minha máxima cardíaca foi a 186 (100% da minha capacidade), com uma média de 158. É mole?

60, 50 ou 40… não sei qual das Speedster vou comprar. A 40 tem umas coisinhas de carbono (mas isso dá pra trocar). A 60 tem o preço mais simpático, mas não gostei dos STI Sora. 50 deve ser a escolha.


Speed – Minhas impressões

Setembro 5, 2007

Ontem à noite fiz um test-drive.

Consegui uma bicicleta speed emprestada por uns dias. É uma configuração bem básica: um quadro Montagna (não sei que marca é essa), pedivela Truvativ, trocadores e câmbios Sora, cubos Deore (de mountain bike), pneus Michelin.

Bem usadinha, mas em bom estado. Os câmbios não estão lá muito bem regulados, então isso justifica algumas “barbeiragens” minhas.

Minha impressão inicial era de que estava sentado no chão. Ela é mais perto do solo do que uma mountain bike. Demorei até ajustar a altura certa do selim.

A segunda sensação foi a pressão nas mãos. Pela postura mais inclinada, senti logo que o peso do meu tronco está dividido entre o selim e os braços (na mountain, é quase 100% no selim). Comecei a alternar a posição das mão e melhorou um pouco.

Feitos os primeiros ajustes, peguei um atalho para chegar no asfalto. A sensação de andar no paralelepípedo é horrível, preciso evitar esse caminho.

Comecei a sentir as primeiras irregularidades do asfalto. Qualquer remendinho tem reflexo imediato nos braços e no final da coluna :) .

Na primeira subida longa, onde normalmente subo na coroa do meio e em 3a. ou 4a. marcha, optei por subir em primeira marcha. É mais pesada, mas rende. Subi devagar, com cuidado.

No plano ela rende muito bem. Coloquei a coroa grande e experimentei uns sprints. Não tive segurança pra imitar o Pettachi ou o Bettini, a sensação de desequilíbrio segurando na parte baixa do guidão e pedalando de pé é grande.

Aos poucos fui me acostumando com a relação. No retorno do trajeto (depois de uns 15Km até Ana Rech) subi o viaduto da BR116 na coroa grande! Quando percebi estava no final do morro e nem estava com os batimentos muito altos.

Fui até o circuito da Casa de Pedra. Consegui acompanhar um pessoal que estava andando por ali (de speeds também), tranquilamente. Para minha surpresa, andei sempre na coroa grande, coisa praticamente impossível na minha MTB.

E hoje à noite teremos a tradicional carnificina da quarta-feira. E vou de speed pra ver se consigo acompanhar o resto do pessoal.


Pedal animal do domingo

Setembro 2, 2007

Sábado de noite, tudo certinho: roupa separada, comida preparada, dinheiro reservado, ciclo-computador, máquina fotográfica, monitor cardíaco, mochila, celular. O mais difícil que era o alvará de soltura no domingo eu já havia conseguido (domingo é dia de almoçar com a família, pedal só curtinho de manhã ou de tarde).

Minha idéia era sair de Caxias em direção a Vale Real (nem havia pensado o caminho, são muitas opções), e de lá subir o Morro Gaúcho, tentando descobrir um novo caminho para o “Atalho do Zorze” e dali para Forqueta. O pedal daria em torno de 100Km, e é demorado, o Morro Gaúcho é violento. Depois tem a subida até Nova Milano, mais uns 5Km, e depois o Atalho do Zorze, que são uns 4Km com um desnível bem forte.

A previsão do tempo prometia sol e temperatura acima de 20oC. Coisa rara nos últimos finais de semana.

Acordei as 5:30 da manhã com um estrondo. Ou melhor, um trovão. Em segundos caiu o mundo.

Quero pegar o cara que colocou a previsão no CPTEC. Sério, ele não sabe nada. Era promessa de sol sem nuvens, sem vento, sem frio.

Resultado: fiquei em casa assistindo a Vuelta a España, um outro filmeco de aviões da 1a. Guerra. Consegui dar uma pedalada de uns 50Km até Otávio Rocha, Linha 80 e outras voltinhas pelas estradas, pra dar volume.

Na Linha 80 encontrei o Zorze e uns amigos pedalando. Eles estavam fazendo o sentido contrário, então só deu tempo de conversar um pouco (mas cheguei a tempo pra foto com a camisa nova).

De pedal gigantesco e animal, um pedalzinho curto. Mas como eu sempre digo: pedal curtinho é melhor do que ficar parado.