Ao contrário

Outubro 29, 2007

Neste sábado a idéia era fazer uma volta por Nova Petrópolis. Era.

Saímos eu, o Marcos + o Jorge em direção a Terceira Légua, Belo e arredores.

Antes de sair o momento pica-pau do dia: esqueci as duas caramanholas dentro do congelador…. fui obrigado a sair com uma garrafa de água mineral que saltava fora em qualquer solavanco mais forte.

Descida sem sobressaltos, apenas com um comentário: o cascalho começou a brotar na Estrada do Imigrante. Se continuar assim, o Up-Hill de domingo vai ser complicado.

Após a descida, consegui convencer os dois a conhecer o Morro Gaúcho, roteiro do pedal que fiz na semana passada. Eu mesmo tinha receio de fazer ao contrário. Se o Morro Gaúcho já é complicado de descer, subir então…

Assim, chegamos na RS e fomos pelo asfalto até Vale Real. Uma paradinha básica no boteco pra comprar uns Biluzitos e tomar um copo de Cueca-Cuela.

Fizemos a subida do Morro Gaúcho Leste. São aproximadamente 3Km, segundo as marcações do Marcos. Subi boa parte na coroinha (dá pra ir na coroa do meio, mas é um desgaste desnecessário), mas sem usar a primeira marcha.

Paradinha na igreja da comunidade de Morro Gaúcho para reidratar e seguimos caminho. A descida a seguir é show. Graminha no meio, estreita, pouco cascalho. Mas é preciso cuidado: muitas pedronas à vista, do modelo que entorta aro.

O caminho tem uma série de “estradas vicinais”. Por mais que eu tentasse não consegui explicar direito onde é que sairíamos. Mas realmente, aquela região tem muitos vales, e são todos parecidos. Difícil diferenciar mesmo.

Num determinado ponto tem uma placa “Gruta”. Pensamos em subir até ela, mas ao conversarmos com um morador que estava embaixo do parreiral, ele explicou que a “gruta” é uma capelinha colocada embaixo de umas pedras. Não vale a subida.

Essa estradinha contorna o morro, até encontrar a descida para Forqueta Baixa. Numa nova igreja velha paramos para reabastecer. Em seguida encontra-se a estrada conhecida de todos, e aí caiu a ficha.

O ritmo era bom, sem forçar demais, sem ficar comendo mosca. A parceria é boa quando não precisa ficar parando desnecessariamente, sem precisar esperar a todo momento. Mas isso não significa que iríamos deixar passar em branco aquela plantação de limas! Umas duas pra cada um e fomos embora.

O desafio final agora era a subida do Atalho do Zorze. Essa também tem uns 3Km, dos quais a metade PRECISA ser feita na coroa pequena. Muito cascalho, pedronas fincadas, sol forte.

Na largada, eu que não sou tatu já baixei pra coroinha. Só que fiquei numa terceira marcha, ainda não era íngreme.

E fomos, sem forçar absurdamente, mas também não muito devagar (quando inclina muito e tem cascalho é melhor ir mais rápido, evita perder a dianteira da bike).

O Jorge tinha combinado com algúem pra que esse alguém ligasse pra ele na metade da subida. E deu certinho. Aí o Marcos resolveu ficar acompanhando. Eu não gosto de parar na metade do morro, só se estiver muito pregado. Disse que esperaria eles na casa depois do último cotovelo, quando a parte pior termina.

E só quando cheguei nesse ponto que eu percebi que não tinha baixado a marcha. Continuava na coroinha e terceira marcha! É sério. Não sou de ficar mentindo, mas nem percebi isso. Se fosse a dois ou três anos atrás, seria na primeirinha e empurrando o trocador pra ver se aparecia mais uma marcha :)

Parei um pouco e os dois já chegaram. Fomos juntos até São Roque, quando fizemos uma paradona de uns 20 minutos. Saída bem lenta (tem uma subida chata na largada).

Chegando em Forqueta, inventei de sprintar no “top” dos trilhos. Coroa grande e últimas marchas. Alguma barbeiragem ou câmbio desregulado, não sei o que houve.

Aparentemente, a corrente caiu pra coroa do meio. Deu aquela aliviada brusca, a perna foi com força, desclipei um pé, depois o outro, fui picando no tubo central até conseguir parar. Sem muitos danos, exceto minha panturrilha com (mais uma) tatuagem de coroa de pedivela. Uns 5 ou 6 furos. E doeu!

Mais uma parada para a tradicional Coca da chegada e depois o retorno pelo asfalto chato de Forqueta.

Total: 86Km, mais ou menos.


Pedal solitário

Outubro 20, 2007

Ontem tive uns contratempos e não pude sair cedo hoje, sábado, precisei resolver uns problemas antes.

Saí tarde de casa (para os meus padrões): 9h30min. Não gosto, o sol já está alto, e no meio/fim da pedalada é o ponto máximo do calor.

Decidi descobrir o caminho pro Morro Gaúcho, que já conheço de carro. Sempre achei que tivesse um caminho alternativo, via Atalho do Zorze ou a estrada pra Forqueta Baixa.

Fiz o trecho urbano pela alternativa até Forqueta. De lá peguei o primeiro asfalto e passei pelo Atalho das Galinhas na Pista. Segui descendo, trilha da cascata e subi até as goiabeiras, passando na casa do Seu Barbante e dali em direção ao Atalho do Zorze.

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(as fotos ficaram ruins, tirei com a dishital celular). Essa é a visão da estrada, o objetivo é chegar do outro lado. Pra isso é necessário andar uns 5Km e contornar esse vale.

Fiz a volta, não estava quente e o ritmo era bom.

Cheguei até o ponto decisivo, na encruzilhada onde tem uma cruz de madeira. Ali foi onde descobri o novo caminho.

Dali em diante é só seguir a principal, sempre. Cerca de 8Km adiante parei numa casa para pedir informações. O senhor passou as orientações, recomendando que eu deveria  subir sempre.

E que subida! Tem uns 2Km bem íngremes. Sorte que é no meio do mato, então tem bastante sombra.

Depois disso, cheguei na Igreja do Morro Gaúcho, caminho conhecido. E aí é só descer. E que descida! Deve ser uns 5 ou 6Km, de doer as mãos, muito cascalho e pedras soltas.

Chegando na RST (que eu não sei o número), uma parada para o lanche (pouco, depois fez falta) e decidir subir pelo Belo (erro, deveria ter escolhido outra subida).

Quando começou a subida, no cotovelo duplo, escuto barulho de motos. Fui bem pra direita. Mas não eram motos, eram quadriciclos. E os imbecis vinham dando pau, entrando na contra-mão, derrapando. Como sou menor, tive que me jogar na capoeira, bati a perna num toco e me tirou todo o tesão da subida.

Aí fui bem devagar, parando nas partes planas para tirar umas fotinhos com o dishital.

No total quase 90Km de pedal, num calor de derreter o capacete.

Algumas fotos da subida do Belo e do bonitão aqui.

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Meme do livro

Outubro 19, 2007

Recebi do Renato (Pedaleiro). É pra fazer o seguinte:

  1. Pegar um livro próximo;
  2. Abra-o na página 161;
  3. Procurar a 5ª frase completa;
  4. Postar essa frase em seu blog;
  5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
  6. Repassar para outros 5 blogs.

Aqui no serviço só tenho “A Luta de Lance Armstrong” de Daniel Coyle. Estou relendo no horário de almoço para fazer um post no Maglia Rosa.

A frase:

Ótimo, todo mundo pensou, mas onde estava Ullrich?

Esse trecho do livro refere-se a desistência de Jan Ullrich na Flèche-Wallonne de 2004. Eram os comentários na equipe Discovery-Channel, que retratavam a preocupação do Armstrong com o gordinho.

Passando adiante, mando o convite para:
Pedivela (Poti)
Audaxlajeado (Kieling)
Cycling Moments (Jucaxc)
Mountain Bike BH
Marco Antonio (Bike é meio de transporte)

 


Pedal ao Arroio Belo

Outubro 18, 2007

Na tarde/noite de ontem resolvemos inovar: fizemos um pedal bate-e-volta até a ponte do Arroio Belo e retornamos.

Aqui uma explicação: o Arroio Belo fica a aproximadamente 90 metros acima do nível do mar. O final da subida, na igreja de São Pedro-São Paulo está a uns 700 metros. Isso tudo em 7,8Km.

Isso dá uma inclinação média de uns 9%. Mas em alguns pontos, como no “S” também chamado de Cotovelo Duplo) ela deve passar de 20%.

Nunca tinha passado por ali à noite. E foi legal. A estrada estava bem lisinha, com o cascalho firme, sem barro, sem pedronas soltas.

Subimos eu e o Marcos num ritmo, digamos, normal. Nada muito forte (meus BPM não passaram de 172) nem muito molenga. Fizemos essa parte do percurso em 50 minutos.

No dia 04 de novembro vai ter ali uma prova de Up-Hill (maiores informações no Maglia Rosa). Ainda não sei se vou ir competir ou ficar olhando, mas depois vou poder comparar os tempos com o meu (e até lá quero ver se repito o percurso, dessa vez puxando mais).

Enfim: um baita pedal, non-stop (do jeito que eu gosto), para uma noite fria de quarta: quase 50Km com uns 10 de subida. E rapidinho: em 2 horas e meia eu estava de volta em casa.


Au, Au! Nhac, Nhac!

Outubro 10, 2007

Ontem, pedal curtinho, só pra girar e desanuviar os pensamentos.

Subimos o 40. No meio do caminho perdemos dois pedaladores (Ivan e o tio dele). Não sabemos onde foram parar. Suspeitamos que desistiram em virtude do forte ritmo imposto na subida, cof, cof, cof.

Logo depois do morro do 40 (uma subida com cerca de 2Km), puro cascalho. Esquecemos que nessa época é a safra do cascalho. TODAS as estradas do interior do município estão florescendo de pedrinhas pontiagudas. Muito ruim de pedalar.

E não é que numa das subidinhas mixurucas que tem pela frente, vários animais de estimação (auaus domesticus) vieram ao nosso encontro?

E um deles me pegou de traição, deixando a impressão de sua arcada dentária na minha panturrilha esquerda.

Foi a primeira vez. Nunca tinha acontecido coisa semelhante.

Revi os meus conceitos com esses bichos. Vou partir pra ignorância.


Mifu… pero no mucho

Outubro 6, 2007

Saí para um pedal rapidinho hoje à tarde. Estava pedalando às 16:45. Era pra estar de volta até as 19.

Roteiro rápido: Santa Justina, Otávio Rocha, Linha 80, Linha 60, Linha 40, Zanrosso e retorno para casa. Coisa para uns 45-50Km.

Estava bem. Cheguei em Santa Justina com 27Km/h de média! Acho que foi o meu recorde. Continuei pela estrada de chão, fui a Otávio Rocha.

Na linha 80, estava com 26Km/h de média, bem alto, considerando que tinha um bom trecho de estrada de chão a subir.

No 80 o pneu traseiro furou. Troquei normalmente e subi para o 60, soquei a bota até o 40.

No final do novo asfalto, bem na ponte, percebi a bicicleta boba. Outro pneu furado!

Isso não é nada, pensei, vou usar um dos remendos que tenho e tudo bem.

Engano! O ventil rasgou. Again! (sábado tive que colocar fora uma câmara pelo mesmo motivo).

Vou usar a outra câmara e arrumar. Nãnãnã… o ventil também estava rasgado. MIFU! Pra completar, minha bomba quebrou aquela pecinha que serve pra travar no pneu. Não tem mais serventia.

Fui até uma marcenaria pertinho… quem sabe eles tinham uma bicicleta encostada com uma câmara boa pra me vender. Não.

Bom, vou empurrar até em casa (uns 7Km, a maior parte subindo). Coisa pra uma hora e tanto. Baita atraso.

Já estava conformado, nenhum caminhão ou camionete passou por mim. De repente, um Gol que vinha em sentido contrário parou:

- Precisa de ajuda?
- Seria bom…
- Vai pra onde?
- Caxias…
- Eu tenho uma janta, mas acho que dá tempo. Vamos colocar a bike no meu carro, eu te levo.

AHA! Depois o cara (Douglas) me falou que também pedala, e com uns conhecidos meus.

Me deixou na porta de casa. Peguei o número do telefone dele, vamos marcar um pedal uma hora dessas. Devo uma Coca pra ele.

MIFU, mas nem foi tanto assim. Tive MUITA sorte.