Minha Monte Eroica

Abril 21, 2008

Como tinha um compromisso em São Valentim do Sul no domingo, 20 de abril, consegui montar um esquema para ir pedalando e voltar de carona no domingo de noite.

Durante a semana refleti bastante sobre as alternativas:

Alternativa A) ir de MTB pelo seguinte roteiro: Caxias, São Marquinhos, Caminhos de Pedra, Barracão, Bento (cruzar a cidade) e depois São Valentim de Bento, Faria Lemos, Alcântara, Santa Bárbara, São Valentim do Sul.
Vantagens: desviar a parte com tráfego pesado (Farroupilha a Bento), saindo a 100 metros da estrada que leva a Faria Lemos.
Desvantagens: MTB não foi feita pra andar no asfalto, seria uma viagem mais demorada.

Alternativa B) ir de speed pelo roteiro: Caxias, Farroupilha, estrada velha, Garibaldi, Bento, São Valentim de Bento, Faria Lemos, Alcântara, Santa Bárbara, São Valentim do Sul.
Vantagens: rapidez.
Desvantagem: pegar a parte com tráfego pesado (de Garibaldi até Bento).

A vontade de pegar a estrada com a speed foi maior e decidi sair com ela.

Parei na loja do Jere, calibrei os pneus e saí às 11 horas da manhã de sábado. Pelos meus cálculos, seriam em torno de 50Km até Bento e mais uns 40Km até São Valentim do Sul. Usando uma média baixa, estimava fazer em no máximo em 4 horas e pouco. Queria fazer várias paradas pra fotos, lanche, etc.

Em Farroupilha peguei o primeiro trecho de “coblestones”: cerca de 1Km do cemitério até o asfalto do Desvio Blauth.

Essa primeira estrada é cheia de sobes e desces. Numa descida longa, sem fazer o mínimo esforço bati o recorde do dia: 80 por hora. Passando o Desvio Blauth, a estrada fica bem plana, mas continua sem nenhum acostamento. Isso não é problema uma vez que no horário ela estava bem deserta.

Saindo na Fenachamp peguei a estrada de volta para Bento, o trecho mais movimentado do dia. Depois do Posto do Avião tem um trecho crítico em cima de uma ponte: sem acostamento, com tachões e estreita. Tem que ficar atento e subir para a pista antes da ponte, já que tem um “degrauzinhozão” bem perigoso e fácil de escorregar. Depois é um descidão, é só acelerar e ficar de olho na saída pra Farroupilha.

Um pouco mais adiante, outro trecho crítico na entrada para o Vale dos Vinhedos: tachões de todo lado, pista estreita e alta velocidade, mas tem um acostamento estreitinho que quebra o galho.

Na subida para Bento é tranquilo. Parece o Eberle, largo, com terceira pista, inclinação e distância bem semelhantes.

Passando Bento, algumas descidas e subidas, em alguns trechos com tachões, mas nada demais. Antes da entrada para Faria Lemos uma subida chatinha e a necessidade de ficar na esquerda para entrar no desvio.

A estrada agora tem zero de movimento e não demorou muito para o segundo trecho de “coblestones”: agora cerca de 800 metros… e aprendi com os pros: ande no meio da estrada, no espaço onde as pedras são colocadas em outro sentido, é mais suave.

Passei rapidamente por Faria Lemos. Queria tirar uma foto na casa bonita que tem bem no alto, mas ela foi toda cercada, não dá pra pra chegar perto do “perau”, então fui direto.

E que descidão!!!! São uns 5Km e alguns trechos tem uma inclinação absurda. Usando os freios praticamente todo o tempo, bati a marca dos 90Km por hora antes da última curva. Se o sujeito tem mais sangue frio, vai nos 100 com certeza.

Na parte de baixo o trecho fica bem plano, já que acompanha o Rio das Antas. Mas a cerca de 3Km o primeiro trecho de “strada bianca”, ou no caso “strada rossa”, já que o pó é vermelho. E cheguei bem na hora que o trem estava cruzando… mas até tirar a máquina do bolso, ligar, preparar, o trem já tinha passado.

Nesse pedaço da estrada são 5 trechos de estrada de chão: 3 bem curtinhos (tipo só cruzar os trilhos) e dois um pouco maiores: um com cerca de 500 metros e outro com uns 800 a 1000 metros. Mas passando devagar, é possível cruzar com uma speed sem problemas.

No final, antes de cruzar a ponte uma parada estratégica para uma foto bem no encontro do Rio Carreiro com o Rio das Antas, onde “nasce” o Rio Taquari.

Cruzei a ponte e parei na fruteira e lancheria do Moleza para uma Coca e uns salgaditos, já que a partir desse momento acabava a brincadeira e seriam 11Km de serra morro acima.

Exatamente às 14 horas parti. Nesse momento estava com média de 28 e alguma coisa. E a serra começa violenta, depois acalma um pouco e assim vai, alternando trechos em que é preciso pedalar de pé com trechos onde é possível colocar umas marchas mais pesadas.

Só que é longa. Quando dá a impressão que está terminando, tem mais um trecho. É bem cansativa.

No final dela já encontra-se o trevo de acesso a São Valentim do Sul. É dobrar à direita e encarar mais 2Km de subida até a cidade.

Cheguei no Bar F2 (local da prova de motos onde eu ia trabalhar) exatamente às 14:30, com 90Km de pedalada.

A melhor coisa de andar de bicicleta é andar por lugares desconhecidos a nível de pedal. Pode ser 20, 30 ou 500Km. A sensação de estar passando com as próprias forças é indescritível.

São Valentim do Sul

Lagoa da Harmonia

Abril 5, 2008

Hoje matei a vontade.

Fomos até a Lagoa da Harmonia: eu, Marcos, Jorge e Andrius.

Saímos de Caxias às 7 horas, chegamos no posto do avião às 7 e bico, saímos pedalando por volta de 8 e 20.

Até a Lagoa fizemos média de 22 e picos, mas estava 28,9 no pé do morro: subida de 8Km. Achei que era cabeluda, mas de MTB em ritmo passeio, só a primeira parte é pesadona (beeeem pesadona) o resto é administrável.

Algumas deusas na entrada, paramos pra tentar comer no restaurante, mas o guri era meio bundão, só podia fazer lanche depois das 14 horas (e o restaurante estava vazio).

Aí resolvemos descer pra comer na Tzutzi (cramento, só consegui colocar 83 por hora morro abaixo – confesso, me borrei com o morro – mas o Marcos meteu 93).

A Tzutzi estava fechada, então fomos até WESTFALIA pra comer. Meio caróto, 8 pilas o pratão de massa, mas vinha bife…. se tivéssemos falado que era só massa acho que saia por menos.

Depois um morrinho de 15Km. Na primeira parte fomos light, depois baixou o espírito do Pantani e comecei a puxar. Cheguei no pedágio, tomei uma água, fui no banheiro e ainda esperei.

Depois que a galera chegou, usufruimos da estrutura da Convias por uma meia hora. Bem quando estávamos de saída, passaram os espideiros: Raul, Fúlvio, Alexandre e Otávio. Saímos na frente deles, mas em questão de minutos eles passaram, oferecendo bikes por 20 mil.

Só que… um dia da caça, outro do caçador. Reparamos que nos morros eles não estavamo com esse gás todo. Na terceira subida vi que era possível chegar nos caras. E cheguei. E fui até o fim acompanhando eles. E ainda na última subida deixei um deles pra trás.

Tudo bem que eles estavam com uns 20Km a mais nas pernas. Tudo bem que um deles disse que estava machucado.

Mas não interessa. O que vai pros anais (ops) da história é que eu peguei eles e fui até o fim! E por pouco o Marcos não pegou também.

Belo pedal. 113Km com média de quase 23. E cheguei inteirasso…. bem mesmo! Sem dores nem nada. reflexo das pedaladas com a speed? Bem provável.

Algumas fotos estão no álbum:

Lagoa da Harmonia