Os babacas do tapete

Fevereiro 5, 2008

Ontem fui dar o segundo giro da semana. Tenho saído com mais frequência, tentando retomar um bom ritmo, já que fiquei 15 dias de férias e só pratiquei halterocopismo e levantamento de garfo nesses dias.

Fiz uma primeira metade do treino bem forte, até escutar um barulho meio estranho na corrente, quando constatei que um elo estava abrindo. Fiz um rápido conserto, meia-boca e vim bem devagar pra casa.

Na rótula da Bosteiro, cruzei com o Jorge. Logo a seguir, andando na Perimetral (sei lá qual delas, ali na frente do Gianella), escutei o ronco forte de um motor.

Olhei pra trás e vi um Uno amarelo, com um imbecil com meio corpo pra fora e um tapete ou coisa parecida na mão. Claro que ele queria me acertar.

Saí rapidamente para a calçada, bem a tempo de levantar o dedo do meio pro cara.

É realmente um esporte radical. Algumas vezes é um imbecil de um motorista de ônibus, outras vezes esses abobados…. mas não podemo se entregá pros home, amigos e companheiros.


VISATE: uma empresa de motoristas irresponsáveis

Novembro 6, 2007

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Pois bem, vamos a mais um capítulo dessa novela.

O que eu consegui até o momento: nenhuma posição oficial da empresa, mesmo que eu tenha ligado para pedir se alguma penalização ou treinamento foi dada para o IMBECIL que conduzia o coletivo naquele dia fatídico. Paciência.

Ontem tive mais um BELO exemplo: eu estava de carro, não era portanto um ciclista. Enquanto eu aguardava pacientemente na fila de carros que se forma na BR116 antes da Polícia Rodoviária Federal, outro IMBECIL dessa empresa veio pelo acostamento, ultrapassando todo mundo.

Ele tem esse direito? É só ele que tem horário a cumprir? E quem está indo para a aula ou outro compromisso?

Claro que ele não pensou na possibilidade de ter algum pedestre desatento pelo acostamento, afinal, acostamento é para ônibus ultrapassar todo mundo não é?

Ah… estava esquecendo: recebi quatro comentários para os meus posts. Três escritos pelo semi-analfabeto auto-intitulado “Motorista de Carreta” cujo e-mail (falso) é irmaodaestradacarreteiro@hotmail.com pelo IP 200.187.214.11 e mais um outro do “Não importa” cujo e-mail (também falso) é brado-k@hotmail.com do mesmo IP. Você acha que sou bobinho é?

Não vou aprovar os comentários. QUEM MANDA AQUI SOU EU! Ainda mais quando o maricón não tem a coragem de colocar o nome e e-mail verdadeiros.

A partir de agora, comentários apenas para usuários cadastrados e logados. Só assim pra acabar com essa praga de comentários anônimos. Lembre-se: comentar com educação é um direito, o anonimato, não. Se você (estou escrevendo diretamente para o comentarista anônimo) não gostou, azar o seu, não apareça mais por aqui.

Como dizem por aí: maldita inclusão digital.


VISATE: uma empresa de motoristas irresponsáveis

Setembro 29, 2007

Conforme combinado.

Boa tarde Marcelo!

Agradecemos o envio de seu e-mail com informações pertinentes pelos serviços 

prestados pela VISATE à comunidade.Conforme sua reclamação a mesma já foi

encaminhada ao setor responsável.Qualquer dúvida entre em contato conosco

pelo telefone SAC 08000516133.

 
Sem mais atenciosamente;

 
Tele atendente Patrícia

SAC 08000516133


VISATE: uma empresa de motoristas irresponsáveis

Setembro 28, 2007

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Cópia da mensagem enviada para a VISATE através do e-mail sac@visate.com.br às 9 horas e 03 minutos do dia 28 de setembro. Vejamos quanto tempo para ter uma resposta. 

Bom dia.

Gostaria primeiramente de me apresentar. Tenho 38 anos, não sou nenhuma criança. Meu hobby é o ciclismo: de estrada e mountain bike. As pessoas que praticam esse esporte, costumam, assim como eu, andar devidamente equipados: capacete, roupas refletivas, sinalizadores (intermitentes) traseiro e dianteiro.

Devidamente equipado, ontem saí da minha casa com destino a Ana Rech, por volta de 18 horas.

Ao trafegar pela BR116, nas proximidades do hotel Pousada Caxiense (pelo acostamento como orienta o Código Nacional de Trânsito), um coletivo seu, conduzido por um IRRESPONSÁVEL simplesmente fechou a minha frente, ignorando-me por completo, com o objetivo de desembarcar ou embarcar algum passageiro na parada que estava 10 metros à minha frente, quando o correto deveria ser uma redução de velocidade e parado atrás de mim.

Para não bater no coletivo e cair, tive que ir para um estacionamento que tem nas proximidades.

Evidentemente que gritei para o IRRESPONSÁVEL, pedindo sua atenção.

Quando este IMBECIL arrancou o coletivo, eu estava na sua frente, ainda no acostamento.

Pois bem, ele trafegou pelo acostamento (O QUE É PROIBIDO POR LEI!!) gritando alguma coisa de dentro do veículo.

Para completar a sua “obra” ele ainda deu uma guinada para a direita, ameaçando-me, como quem fosse jogar-me para a valeta. Rindo, com a certeza da sua impunidade.

E o detalhe: isso com o coletivo CHEIO de passageiros (e testemunhas).

É essa a qualidade que vocês desejam passar para os seus clientes? É esse o treinamento que vocês dão aos seus motoristas?

Eu gostaria muito que o condutor fosse conduzido a sua área de psicologia e para a reciclagem, se é que existe isso na sua empresa, visando avaliar se ele tem condições de ter nas suas mãos as vidas de 30, 40 pessoas. Se ele for considerado apto (o que eu acharia um absurdo – ele deveria conduzir no máximo um carrinho-de-mão), então que receba um treinamento de comportamento no trânsito e respeito para com os demais.

Além da vida de seus passageiros e das milhares de pessoas que cruzam pelo seu caminho todos os dias, ainda tem a imagem da sua empresa em jogo. Ontem foi uma bicicleta, amanhã o que será?

Em tempo: coletivo número 439, por volta de 18 horas e 30 minutos na BR116. Não consegui ler qual linha ele estava fazendo, mas imagino que na suas planilhas conste o nome do irresponsável que o dirigia.


VISATE: uma empresa de motoristas irresponsáveis

Setembro 28, 2007

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Repetindo: VISATE, uma empresa de motoristas irresponsáveis. E também estúpidos, idiotas, ignorantes, arrogantes. Ou pelo menos UM deles.

CUIDADO quando enxergar uma arma branca como essa da foto.

Ontem, depois de uma semana de chuvas, finalmente saiu o sol. No final da tarde, resolvi dar uma voltinha de bicicleta, pra dar uma clareada nas idéias.

Vinha eu pela BR116, um pouco antes do hotel Pousada Caxiense, pelo acostamento, bem à direita.

“Surgindo do nada” o ônibus coletivo urbano da empresa VISATE número 439 veio para a parada que estava cerca de 20 metros a minha frente. Ele simplesmente fechou a minha frente, obrigando-me a sair para um estacionamento que tem por ali.

Obviamente, minha primeira reação foi gritar com o sujeito idiota que conduzia essa carroça. Passei por ele, pedindo atenção.

Ele arrancou ficou trafegando pelo acostamento (QUE É PROIBIDO POR LEI!) gritanto alguma coisa de dentro do ônibus. Só não abriu a porta devido ao dispositivo de segurança que não permite isso. Para completar sua ameça, fez uma manobra brusca para a direita, uma “viradinha” rápida, como quem fosse me jogar pra valeta.

E detalhe: isso com o coletivo lotado, cheio de testemunhas.

Vou corrigir: o motorista é burro também.

Juro que é verdade: até consegui acompanhar esse assassino em potencial até uma subida de morro. Minha intenção era parar na frente dele e pedir pra ele arrancar. Queria ver se ele era tão machão assim. Estava a fim de armar um barraco, ia parar na polícia.

Hoje estou mandando um e-mail para a dita empresa (www.visate.com.br). Vou colocar uma cópia do e-mail aqui, e cópias de todas as mensagens que eventualmente eles trocarem comigo.

Eu sou cético. Acho que não vai dar em nada. Já tive problemas no passado com outro ônibus, e apenas recebi uma mensagem padrão da área de marketing explicando que eles treinam motoristas, blá, blá, blá. Reciclagem e suspensão que é bom, nada!

Torço para que o meu amigo Google um dia indexar essas páginas e algum futricador de dentro dessa empresa (com sorte até o dono) ver que seu tão amado nome está relacionado a um motorista imbecil como esse.

Manterei contato.


Era uma vez um Giro

Agosto 12, 2007

Esse fato ocorreu há uns 6 meses atrás, lá pelo mês de fevereiro deste ano. Eu acho sempre bom relembrar.

Eu havia retornado das férias na praia na semana anterior. Voltei na sexta (sim, na sexta) e no sábado resolvi dar uma voltinha. Antes de sair, tive que passar pela loja de bicicletas para dar uma regulada no câmbio dianteiro. Na hora vi um capacete Giro Animas, preto fosco. Não resisti, meu sonho de consumo sempre foi um desses. Já saí da loja usando.

Nesse dia o pedal foi normal, longo, de uns 100Km aproximadamente. Quase morri. Depois de 15 dias sem pedalar, com uma dieta rica em carne e cerveja, meu estado físico era catastrófico.

No final de semana seguinte, saí sozinho novamente, não encontrei ninguém da turma por aqui.

Resolvi fazer o caminho “Rampa Sul” que é um ponto de salto de praticantes de para-glider e asa delta.

Fui até o local, fiz uma pequena parada para umas fotos e segui caminho.

A rampa sul deve estar a aproximadamente 700 metros acima do nível do mar. Meu objetivo era a localidade de Vila Cristina, que deve estar a aproximadamente 100 metros. É um desnível e tanto.

Não sou um descedor kamikaze. Sempre opto pela segurança, não me importo de ficar para trás. E naquele dia não foi diferente.

Saindo da Rampa Sul, chega-se a São José. É uma descida constante, mas ainda não é a parte mais inclinada. São umas descidas bobinhas, nem precisa de freio.

Num aglomerado de casas, da minha direita vem um cachorrão. Grande, mas aparentava ser novinho, meio bobão. Não dei bola pra ele, estava mais rápido, a idéia era passar antes que ele conseguisse chegar em mim.

A casa estava num nível mais alto que a estrada. Pois o cachorro bobão não conseguiu parar a tempo e escorregou do barranco. Escorregou e ficou na frente da minha roda. Para não passar por cima dele e cair, fiz uma manobra de desvio, friamente calculada. Só que desviei demais, fui para a valeta. Nesse lado da estrada alguns galhos de capoeira, com pedras soltas. Perdi o controle da bicicleta.

Como era uma descida, estava numa velocidade razoável, creio que cerca de uns 40Km/h.

Não lembro direito, só sei que a frente da bicicleta virou pra esquerda, e eu saltei para a direita. Caí com a parte direita do corpo, primeiro o ombro, depois o quadril. Rolei uma ou duas vezes e quando estava parando, senti a pancada na cabeça.

Eu ando de bicicleta já faz alguns anos. Caí várias vezes. Nunca tinha batido a cabeça, mas dessa vez senti a pancada, na direita, acima da orelha.

Na hora eu pensei: “putamerda, risquei o capacete!”.

Do jeito que caí, levantei, furioso com o cachorro, ainda xinguei ele.

E tirei o capacete pra ver o risco que tinha feito. Risco, sim. As fotos falam por si.

casco1.jpg casco2.jpg casco3.jpg

Observem o detalhe da rachadura na terceira foto. Além de ter quebrado toda a parte direita, a estrutura ficou toda comprometida com rachaduras em quase todo o capacete.

Repassado o susto, subi na bicicleta e segui minha viagem. Algumas escoriações no joelho direito, cotovelo e o quadril todo esfolado.

Na segunda-feira só de raiva voltei a loja e comprei outro igual. Agora tenho a honra de possuir o capacete mais caro da cidade.

Por isso eu digo: usem capacete, usem capacete. Se não quiserem usar, não pedalem comigo, por favor.