A maior indiada de todos os tempos

Sem dúvidas. A pior (ou melhor) indiada que eu já fiz. Já percorri distâncias maiores do que essa, mas foram emprovas tipo “Audax” ou em viagens.

O caminho é fantástico, pena que a parte interessante do roteiro acabe a 65Km de distância da minha casa. Depois disso é um morro de 8Km que levamos 45 minutos para subir (coroa pequena e 3a. ou 4a. marcha atrás – no final, 2a.), depois o asfalto até Bento, entrado pelo bairro S. Roque (um atalho, mas o pior que eu já vi), cruzar toda a cidade, descer até Barracão, pegar o Caminhos de Pedra pra sair em Farroupilha e voltar pela RS122. Meio sem graça, pra falar a verdade.

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A saída ocorreu pontualmente às 6:30 do Centro da Pronta Entrega. Seguimos pelo asfalto até Farroupilha, e entramos em direção a São Marquinhos. Dali seguimos para Pinto Bandeira, mas antes de chegar na cidade pegamos uma estradinha que leva ao rio Burati (nesse ponto, numa curva com meio metro de cascalho, eu segui reto e levei um capotão, sem consequências graves). Logo depois de Pinto Bandeira, furou meu pneu traseiro e fizemos uma troca estilo Ferrari para alcançar os demais.

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Num descidão alucinante (esse da foto de cima), bem num cotovelo eu só escuto um FFSSSSSSSSSSSSSSSS e a bicicleta ficou doida. Consegui parar e agora foi o pneu dianteiro. Mais uma troca e o morro acabou.

Contornamos o morro que aparece nessa foto e fomos acompanhando o Rio das Antas. Algumas subidas e descidas, e um subidão, onde percebi que não estava muito bem das pernas (consequência do treino forçado de quarta, provavelmente).

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Mais algumas descidinhas e subidinhas até chegarmos na ponte do arco, na estrada que leva de Bento Gonçalves a Veranópolis (foto).

Paramos cerca de 30 minutos para comer e beber muita água e Coca-Cola.

O próximo trecho, de 30 Km foi o mais bonito do percurso, semelhante a volta da balsa de Nova Roma. Em alguns trechos, mato fechado e muito barro. Em duas horas, mais ou menos chegamos em Alcântara (fim da parte boa).

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Nesse ponto 4 ciclistas optaram por voltar de carro (eu também gostaria, se houvesse lugar no carro).

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Os 6 abobados que ficaram tiveram que escalar o tal morrinho de 8Km. Nossa sorte é que estava nublado, com sol deve ser impossível de subir.

No final do morro eu estava pregado. Mortinho. Mas continuei até Bento, um pouco atrás do pessoal e junto com o “Cabeção” que também tinha cansado.

Na parada de Bento, o resto do pessoal seguiu viagem e nós dissemos que iriamos um pouco depois, o caminho era conhecido, não havia necessidade de esperar.

Os últimos 45Km foram na base do sacrifício. Subindo os morros mais mixurucas a 10Km/h e aproveitando qualquer descidinha. Mesmo assim, cheguei relativamente bem em casa.

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Banho, comida, Dorflex e cama.

Distância total: 162,80
Média horária: 19,7Km/h
Tempo total do exercício (contando as paradas): 11h13min08seg

2 respostas para A maior indiada de todos os tempos

  1. Renato disse:

    Gostei do dorflex, é um santo remédio!

  2. Zaka disse:

    Mas mesmo assim acordei quebrado. Só hoje tive coragem de pegar a bicicleta pra uma voltinha urbana, beeeeeeeem devagar.

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