Minha Monte Eroica

Como tinha um compromisso em São Valentim do Sul no domingo, 20 de abril, consegui montar um esquema para ir pedalando e voltar de carona no domingo de noite.

Durante a semana refleti bastante sobre as alternativas:

Alternativa A) ir de MTB pelo seguinte roteiro: Caxias, São Marquinhos, Caminhos de Pedra, Barracão, Bento (cruzar a cidade) e depois São Valentim de Bento, Faria Lemos, Alcântara, Santa Bárbara, São Valentim do Sul.
Vantagens: desviar a parte com tráfego pesado (Farroupilha a Bento), saindo a 100 metros da estrada que leva a Faria Lemos.
Desvantagens: MTB não foi feita pra andar no asfalto, seria uma viagem mais demorada.

Alternativa B) ir de speed pelo roteiro: Caxias, Farroupilha, estrada velha, Garibaldi, Bento, São Valentim de Bento, Faria Lemos, Alcântara, Santa Bárbara, São Valentim do Sul.
Vantagens: rapidez.
Desvantagem: pegar a parte com tráfego pesado (de Garibaldi até Bento).

A vontade de pegar a estrada com a speed foi maior e decidi sair com ela.

Parei na loja do Jere, calibrei os pneus e saí às 11 horas da manhã de sábado. Pelos meus cálculos, seriam em torno de 50Km até Bento e mais uns 40Km até São Valentim do Sul. Usando uma média baixa, estimava fazer em no máximo em 4 horas e pouco. Queria fazer várias paradas pra fotos, lanche, etc.

Em Farroupilha peguei o primeiro trecho de “coblestones”: cerca de 1Km do cemitério até o asfalto do Desvio Blauth.

Essa primeira estrada é cheia de sobes e desces. Numa descida longa, sem fazer o mínimo esforço bati o recorde do dia: 80 por hora. Passando o Desvio Blauth, a estrada fica bem plana, mas continua sem nenhum acostamento. Isso não é problema uma vez que no horário ela estava bem deserta.

Saindo na Fenachamp peguei a estrada de volta para Bento, o trecho mais movimentado do dia. Depois do Posto do Avião tem um trecho crítico em cima de uma ponte: sem acostamento, com tachões e estreita. Tem que ficar atento e subir para a pista antes da ponte, já que tem um “degrauzinhozão” bem perigoso e fácil de escorregar. Depois é um descidão, é só acelerar e ficar de olho na saída pra Farroupilha.

Um pouco mais adiante, outro trecho crítico na entrada para o Vale dos Vinhedos: tachões de todo lado, pista estreita e alta velocidade, mas tem um acostamento estreitinho que quebra o galho.

Na subida para Bento é tranquilo. Parece o Eberle, largo, com terceira pista, inclinação e distância bem semelhantes.

Passando Bento, algumas descidas e subidas, em alguns trechos com tachões, mas nada demais. Antes da entrada para Faria Lemos uma subida chatinha e a necessidade de ficar na esquerda para entrar no desvio.

A estrada agora tem zero de movimento e não demorou muito para o segundo trecho de “coblestones”: agora cerca de 800 metros… e aprendi com os pros: ande no meio da estrada, no espaço onde as pedras são colocadas em outro sentido, é mais suave.

Passei rapidamente por Faria Lemos. Queria tirar uma foto na casa bonita que tem bem no alto, mas ela foi toda cercada, não dá pra pra chegar perto do “perau”, então fui direto.

E que descidão!!!! São uns 5Km e alguns trechos tem uma inclinação absurda. Usando os freios praticamente todo o tempo, bati a marca dos 90Km por hora antes da última curva. Se o sujeito tem mais sangue frio, vai nos 100 com certeza.

Na parte de baixo o trecho fica bem plano, já que acompanha o Rio das Antas. Mas a cerca de 3Km o primeiro trecho de “strada bianca”, ou no caso “strada rossa”, já que o pó é vermelho. E cheguei bem na hora que o trem estava cruzando… mas até tirar a máquina do bolso, ligar, preparar, o trem já tinha passado.

Nesse pedaço da estrada são 5 trechos de estrada de chão: 3 bem curtinhos (tipo só cruzar os trilhos) e dois um pouco maiores: um com cerca de 500 metros e outro com uns 800 a 1000 metros. Mas passando devagar, é possível cruzar com uma speed sem problemas.

No final, antes de cruzar a ponte uma parada estratégica para uma foto bem no encontro do Rio Carreiro com o Rio das Antas, onde “nasce” o Rio Taquari.

Cruzei a ponte e parei na fruteira e lancheria do Moleza para uma Coca e uns salgaditos, já que a partir desse momento acabava a brincadeira e seriam 11Km de serra morro acima.

Exatamente às 14 horas parti. Nesse momento estava com média de 28 e alguma coisa. E a serra começa violenta, depois acalma um pouco e assim vai, alternando trechos em que é preciso pedalar de pé com trechos onde é possível colocar umas marchas mais pesadas.

Só que é longa. Quando dá a impressão que está terminando, tem mais um trecho. É bem cansativa.

No final dela já encontra-se o trevo de acesso a São Valentim do Sul. É dobrar à direita e encarar mais 2Km de subida até a cidade.

Cheguei no Bar F2 (local da prova de motos onde eu ia trabalhar) exatamente às 14:30, com 90Km de pedalada.

A melhor coisa de andar de bicicleta é andar por lugares desconhecidos a nível de pedal. Pode ser 20, 30 ou 500Km. A sensação de estar passando com as próprias forças é indescritível.

São Valentim do Sul

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