Guaporé

Guaporé é uma cidade que fica na serra gaúcha. Quase no fim dela, também chamada de Nova Iorque em Chamas.

Saí mais tarde de casa dessa vez: pontualmente às 8 e 5 eu estava na esquina. Temperatura de 5 graus.

Não sei se foi o frio, a preguiça ou a má alimentação (fui dormir era quase 1 da manhã depois de chegar de um churrasco – sem beber!), mas demorei 5 minutos a mais para chegar em Farroupilha, comparando com a semana anterior.

Dessa vez a estrada para a Fenachamp estava com movimento menor, ninguém tentou me jogar pra valeta e fui bem tranquilo.

No final dela, peguei a estrada pra Bento. É o pior trecho da viagem. Na descida para o T dos caminhões, a turma passa a zilhão, e eu como não sou bobo nem nada, desci pelo acostamento. Passando o posto Di Trento a estrada fica estreita, o acostamento é inclinado (boooom pra cair quando estiver molhado). Fui bem devagar, na boa, desviando os buracos e pedras. O importante é chegar inteiro, não chegar rápido.

A subida pra Bento, depois da entrada do Vale dos Vinhedos não é difícil, o problema foi o movimento intenso e a ausência de acostamento. Quando há, ele é estreito e sujo. A subida não é difícil, mas esses fatores incomodam.

Passando a pipa é preciso manter a atenção. Zona urbana (ops) é sempre perigoso. Melhor andar devagar e no acostamento. Mas não levei nenhum susto.

Alguns quilômetros a frente saí da estrada e peguei a Rodovia Estadual Dr. Afrânio Hidalgo Ramos (não sei quem foi esse). Aí cruzei o primeiro trecho de pavés da Roubaix🙂 . Parei antes de descer o penhasco naquela vila que eu nunca lembro o nome. Comi um sanduba e um refri no bareco que existe do lado direito. A gringa que atende ali é bem simpática e quase não deixou comer, de tantas perguntas.

Bem alimentado fiz uma descida conservadora. Na vez anterior cheguei próximo aos 90 por hora. Dessa vez não passei dos 70. Mesmo assim ninguém me passou.

Na parte plana, a mais divertida da viagem cruzei pelos famosos 5 trechos de strada bianca. Os dois primeiros são curtinhos, coisa de 100 metros ou menos. O terceiro deve ter uns 500 metros, o quarto o dobro disso. O último é curtinho também.

Parei novamente na fruteira que tem logo depois da ponte sobre o ENCONTRO DO RIO DAS ANTAS COM O RIO CARREIRO FORMANDO O RIO TAQUARI, do lado esquerdo. A distância da parada anterior não era muita (uns 20Km), mas como tinha pela frente a subida da serra, sempre considero parar ali pra descansar e encher o tanque até a boca. Foi apenas um refri, uma banana e dois NutrelaPower, sabor figada.

Agora a subida da serra. Essa é show! São uns 10 quilômetros com trechos mais macios e vários pesados. Fiz sem paradas, sempre tentando ficar dentro do meu limite aeróbico (em pedaladas longas sempre procuro não ultrapassar ele limite, assim chego sempre inteiro).

Passei pela entrada de São Valentim do Sul, onde eu fui da outra vez e segui adiante. Aqui a estrada é bem tranquila, dá pra pedalar em cima da pista, que às vezes é boa, outras irregular, outras parece um sonorizados, alguns pontos com crateras. Mesmo assim é legal de pedalar ali.

Terminada essa rodovia (uns 20Km depois da fruteira), entrei na Rodovia Sinval Guazzelli em direção à Guaporé. Trechinho murrinha.

O asfalto é ótimo, mas o acostamento é grosseiro, embora sem buracos. Como a estrada tem (pelo menos naquele dia e horário) um movimento razoável, optei por pedalar ali sempre que possível. Claro que nas descidas onde minha velocidade era maior subia na pista, sempre mantendo um olho no queijo e outro no gato. Só perto de Guaporé o acostamento fica lisinho e aí conseguia manter uma velocidade maior. Resumindo: não é dos melhores lugares pra pedalar.

Cheguei em Guaporé com aproximadamente 5 horas de pedal e mais uns 30 minutos de parada, média de 23 (achei baixa, mas sabia que não estava forçando tanto) e fui direto pro hotel JC Borsatto, onde o proprietário é gente boa e deixou levar a bike pro quarto, mas se eu quisesse poderia deixar na recepção que ele assumia o compromisso… mas sabe como é… prefiro deixar meu carro aberto do que minha bicicleta solta.

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